Coleta de DNA de familiares ocorrerá entre 24 e 28 de agosto no Instituto de Pesquisa de DNA Forense, das 8h às 18h

A coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas será realizada no Distrito Federal entre segunda-feira (24) e sexta-feira (28). O Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA) atenderá das 8h às 18h durante a Mobilização Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas.

A iniciativa integra a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. Após a coleta, o instituto processará as amostras e incluirá os resultados nas bases locais e no Banco Nacional de Perfis Genéticos.

Como a coleta de DNA de familiares auxilia nas buscas

Os sistemas comparam o material genético com perfis de pessoas vivas e de pessoas falecidas ainda sem identificação. Mesmo que não exista correspondência imediata, o perfil continuará cadastrado para novos cruzamentos a cada atualização das bases.

Além disso, o instituto usará o material exclusivamente na localização de pessoas desaparecidas. Segundo as regras divulgadas, os dados não seguirão para pesquisas de outra natureza, incluindo investigações criminais.

Caso o cruzamento identifique uma pessoa viva, o IPDNA e a delegacia responsável comunicarão oficialmente a família. Se a correspondência envolver uma pessoa falecida, os mesmos órgãos orientarão os parentes sobre os procedimentos legais.

Quem pode fornecer a amostra

Sempre que possível, a recomendação é coletar material de pelo menos dois familiares. A prioridade inclui mãe e pai biológicos, filhos biológicos acompanhados do outro genitor e irmãos biológicos que tenham o mesmo pai e a mesma mãe da pessoa desaparecida.

Na ausência desses parentes, especialistas do IPDNA poderão avaliar outras possibilidades conforme a composição familiar. Dessa forma, cada caso receberá uma análise individual.

Procedimento e documentos

A coleta não exige jejum e, na maioria dos casos, usa um suabe semelhante a um cotonete ou uma pequena esponja na parte interna da bochecha. Eventualmente, a equipe poderá retirar uma gota de sangue do dedo.

Também podem passar por avaliação objetos da própria pessoa desaparecida que contenham material biológico, como escova de dentes ou dentes de leite guardados pela família. No entanto, o aproveitamento dependerá das condições do item e da análise pericial.

No atendimento, os familiares devem apresentar documento de identificação, eventuais documentos da pessoa desaparecida e o memorando de coleta fornecido pela delegacia ou o boletim de ocorrência. Menores e pessoas com limitações de compreensão precisam comparecer com responsável legal.

Agendamento e contatos

Preferencialmente, a delegacia responsável pela ocorrência fará o agendamento diretamente com o IPDNA. Além disso, os familiares podem buscar informações pelos telefones (61) 3207-4362 e (61) 3207-4370.

O instituto também atende pelo WhatsApp (61) 98253-8016 e pelo e-mail ipdnadesaparecidos@pcdf.df.gov.br. Por fim, a família deve mencionar a ocorrência de desaparecimento ao solicitar orientação.