Delegacia Eletrônica pelo CRMB amplia o acesso ao registro de ocorrências sem substituir o atendimento e a análise da Polícia Civil do DF
Mulheres em situação de violência doméstica podem acessar a Delegacia Eletrônica pelo CRMB, por meio de um link disponível no portal dos Centros de Referência da Mulher Brasileira. A medida permite iniciar o registro pela internet, sem a necessidade de comparecer primeiro a uma delegacia.
As equipes dos centros podem orientar a mulher durante o acesso ao serviço, conforme a necessidade apresentada. Além disso, o atendimento considera a autonomia, a decisão e o contexto de cada pessoa acolhida.
Delegacia Eletrônica pelo CRMB preserva autonomia da mulher
O CRMB oferece acolhimento e orientação e, quando a mulher decide seguir com o registro, facilita o acesso à plataforma da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O apoio também pode alcançar outros mecanismos de proteção, inclusive o pedido de medidas protetivas de urgência, quando a situação permitir.
No entanto, o centro não substitui a PCDF e não registra a ocorrência em nome da usuária. A própria mulher fornece as informações e decide se deseja formalizar a comunicação.
Registro segue para análise da Polícia Civil
Depois do envio, a Polícia Civil analisa o registro eletrônico e adota os procedimentos cabíveis. Portanto, a inclusão do acesso no portal do CRMB funciona como uma porta adicional para o serviço policial e para a rede de atendimento.
O link está disponível no portal do CRMB. A usuária também pode entrar diretamente na página da Delegacia Eletrônica da PCDF para casos de violência doméstica.
Assim, a iniciativa busca reduzir barreiras ao registro e ampliar o acesso à informação. Ao mesmo tempo, mantém a atuação de cada órgão dentro de suas atribuições e respeita a escolha da mulher durante o atendimento.
