Descanso da soja no DF exige a eliminação de plantas vivas para reduzir os riscos da ferrugem asiática

O descanso da soja no DF está em vigor desde 1º de julho e segue até 30 de setembro. Durante esse período, os produtores rurais devem eliminar todas as plantas vivas da cultura em suas propriedades, inclusive aquelas que surgem espontaneamente após a colheita.

A medida busca reduzir a presença do fungo causador da ferrugem asiática, uma das principais ameaças à cultura no país. A Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal coordena a ação.

Descanso da soja no DF protege a próxima safra

A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. Quando encontra plantas vivas entre uma safra e outra, o agente permanece ativo e pode alcançar mais cedo as lavouras do próximo ciclo.

Por outro lado, a retirada das plantas hospedeiras reduz a quantidade de inóculo no ambiente e ajuda a atrasar o aparecimento da doença. Assim, o vazio também pode diminuir a necessidade de aplicações de fungicidas, reduzindo custos e impactos ambientais.

A obrigação inclui as plantas voluntárias que surgem depois da colheita. Portanto, os agricultores precisam eliminar qualquer rebrote de soja durante o período sanitário.

Produção de sementes amplia importância do controle

O Distrito Federal mantém lavouras com alta produtividade e baixo índice de pragas e doenças. Além disso, cerca de 40% da soja produzida na região é destinada à produção de sementes que abastecem outros estados.

Esse perfil aumenta a importância da sanidade vegetal no campo. A qualidade das sementes depende do controle contínuo de doenças e do cumprimento das regras por todos os produtores.

Consequentemente, a eficácia do descanso sanitário depende de uma atuação conjunta entre agricultores e órgãos de defesa agropecuária. Uma propriedade com plantas vivas pode manter o fungo no ambiente e elevar o risco para lavouras vizinhas.

Produtor deve acompanhar toda a propriedade

Até o fim de setembro, os produtores devem manter as propriedades sem plantas vivas de soja, inclusive aquelas que surgem espontaneamente depois da colheita.

A medida ajuda a preservar o desempenho da agropecuária do Distrito Federal e protege a continuidade da produção na safra seguinte. O cumprimento do calendário, portanto, beneficia tanto cada propriedade quanto toda a cadeia produtiva regional.